Doenças causadas pelo trabalho crescem no país

As doenças ligadas ao exercício profissional estão aumentando.

As enfermidades causadas pelo exercício do trabalho causam impactos não só na vida do trabalhador, mas também para as empresas, que têm que administrar os afastamentos, além do impacto nas contas da Previdência Social. Entre 2009 e 2015, por exemplo, quase 97 mil pessoas foram aposentadas por invalidez em razão de transtornos mentais e comportamentais, com destaque para depressão, distúrbios de ansiedade e estresse pós-traumático. O impacto anual desses benefícios é de mais de R$ 100 milhões aos cofres públicos.

A médica do trabalho Rosylane Nascimento Rocha ressalta que, dos profissionais afastados em 2016 por transtornos mentais, ao menos 10,7 mil foram considerados acidentes de trabalho, ou seja, tiveram o ambiente profissional como um dos agentes desencadeadores da doença. E são vários os motivos que levam ao adoecimento. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) atribui o aumento dos casos ligados ao trabalho a fenômenos como fragmentação do mercado, enxugamento de equipes e terceirização.

Miryam Mazieiro, psicóloga do trabalha do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, defende que o trabalho não é neutro, já que pode contribuir para a saúde ou gerar doença no trabalhador. Ela explica que o adoecimento mental fruto do trabalho vai depender das relações que existem nas empresas e da forma como é conduzida a sua gestão. “As pessoas têm uma tendência a achar que isso é apenas uma fragilidade pessoal e acabam culpando o trabalhador pelo seu adoecimento”, diz. Para ela, o incentivo à individualidade e a falta de solidariedade entre os colegas acabam contribuindo para um cenário de adoecimento na atividade laboral. A psicóloga do trabalho defende que uma gestão na organização que promova acordos estimula o prazer no trabalho. Diante de uma realidade de sobrecarga do trabalho, ela defende que as empresas compreendam a realidade do trabalho e, logo, não exijam o impossível.

Dados sobre a depressão

A depressão atinge 322 milhões de pessoas no mundo, número suficiente para encher um Brasil e meio. No país 5,7% da população tem algum transtorno depressivo. A depressão tira da economia global em torno de US$ 1 trilhão por ano. Existem várias causas para a depressão, que podem ser genéticas ou de estresse, porém mais de 50% estão relacionadas ao trabalho, conforme o presidente da Associação Mineira de Psiquiatria Maurício Leão de Rezende. Depressão afasta milhares da função A depressão afastou em todo o país 75,3 mil trabalhadores, número superior ao verificado em 2015 (63,8 mil), conforme a médica do trabalho Rosylane Nascimento Rocha. Ela afirma que a crise financeira, que contribui para o aumento de pressão no trabalho nas empresas, e o desemprego ajudam a aumentar os casos de depressão. Ela ressalta que, dos benefícios por transtornos mentais solicitados pelos trabalhadores ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no ano passado, 37,8% foram por depressão, seguido pelo estresse (34%). Países em desenvolvimento concentram fatia considerável da doença, na casa dos 80%.

Para a presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), Marcia Bandini, o tratamento de doenças mentais ainda encontra como entrave o preconceito. “O estigma faz com que a pessoa leve muito tempo para buscar ajuda”, observa.

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Fonte: Viaseg


Saúde do Trabalhador intensifica ações de prevenção a acidentes com material biológico

Os acidentes de trabalho com material biológico e perfurocortantes apresentam risco médio entre os profissionais da Saúde pelas exposições ocupacionais.

Dados de vários estados do País apontam 6% de risco de transmissão de hepatite B e de 3 a 10% de hepatite C, além de 0,3% a 0,1% de HIV.

Para reduzir esses riscos, a Prefeitura de Valinhos, por meio da Secretaria da Saúde, intensifica as ações com profissionais da área, para aumentar a compreensão e o conhecimento sobre essas ocorrências, além de capacitar as equipes quanto ao fluxo de notificação e atendimentos dos acidentes.

“Estamos promovendo medidas de biossegurança, mudança de comportamento e organização no ambiente de trabalho”, disse a enfermeira do Programa de Saúde do Trabalhador, Maria Regina Guglielminetti. O trabalho conta com a participação da médica do trabalho, Maristela Alvares, e do técnico de segurança do trabalho, Christhian Tordin Madsen. As ações são direcionadas a representantes de hospitais, pronto-atendimentos e unidades de saúde do município. Levantamento de acidentes do trabalho com exposição a material biológico de janeiro a junho aponta 27 ocorrências notificadas.

De acordo com os registros, os principais acidentes acontecem na administração de medicação endovenosa e manipulação de caixa de materiais perfurocortantes, seguidos pela administração de medicação intramuscular, respingos na mucosa ocular e descarte inadequado de material no lixo.

Fonte: JTV online